O sonho do Estádio do GALO está próximo de se tornar realidade

Sou da turma de atleticanos que fica empolgada quando o assunto é o Estádio do GALO. É uma obra tão grandiosa que os céticos teimam em não acreditar que é possível, mas a cada dia que passa estamos mais próximos do sonho.

A diretoria atual do GALO com a ajuda de outros conselheiros abnegados e que também possuem esse sonho correram atrás e hoje o projeto está em fase final de aprovação e com o início da construção muito próxima. Como o Alexandre Kalil não quer ser o presidente da construção do estádio, muito provável que a construção comece já no início de 2015 com o novo presidente e a ideia é que fique pronto até 2018.

O GALO com o Independência percebeu que ter um estádio é um bom negócio, por mais que a sociedade BWA/GALO ainda não tenha dado lucro ao clube (quem dá lucro no Independência é a bilheteria), o fato da bilheteria ser 100% do clube e o controle do estádio também é um baita diferencial.

A diretoria logo que viu o bom negócio tentou a ampliação do Independência, mas foi impedido por questões ambientais, do América e do Estado que são os proprietários do estádio.

O plano B era então fazer um acordo com a Minas Arena em que o CAM conseguisse ter autonomia e lucro no Mineirão. Mas como a Minas Arena possui um lucro garantido bancado pelo Estado, ela não preocupa em ter mais um clube lá, para dizer a verdade, na minha opinião, a Minas Arena se pudesse fecharia o estádio após a Copa e viveria com o dinheiro garantido do Estado. Abrir o Mineirão gera muitos gastos e as poucas datas que o rival joga lá não são suficientes para a Minas Arena cobrir esses gastos, até porque os setores que a Minas Arena tem para ganhar dinheiro ficam vazios. O próprio presidente rival já tentou diversas vezes entrar em acordo por esses setores, mas o que a Minas Arena transparece é que não está muito preocupada com isso.

Diante desse cenário, a situação do GALO era ficar no Independência onde não comporta a torcida e encarece o ingresso, já que são poucos lugares ou partir para a casa própria. E foi o que aconteceu.

Para sair um projeto dessa grandeza precisa-se de muita força política, força do clube e dinheiro:

01 – Força Política: O vice presidente do Atlético é Secretário da Secretaria de Serviços Urbanos e do partido do prefeito. O presidente do Atlético, Alexandre Kalil, se filiou ao partido do prefeito e será candidato à Deputado Federal. Com o número de votos do Kalil teremos outros deputados do PSB sendo beneficiados pelo coeficiente eleitoral. Então no alicerce da força política estamos bem atendidos. Segundo informações, o projeto também teve ajuda do Prefeito de Contagem que é atleticano e o lote fica quase na divisa dos municípios.

02 – Força do Clube: A força do clube é a influência empresarial dos nossos conselheiros. O lote em questão foi adquirido pela empresa de um dos conselheiros e esse conselheiro disponibilizou o lote para o clube.

03 – Dinheiro: O Clube Atlético Mineiro será proprietário de 100% do Shopping Diamond Mall em 2022. O shopping é avaliado atualmente em R$ 1,2 bilhão de reais. A empresa que está operando o shopping em regime de arrendamento é a Multiplan e ela sempre procura o clube para negociar. É um capital futuro, mas é um capital considerável. Com ele temos poder de barganha, temos como oferecer garantias. E assim viabilizar o estádio sem capital público ou do BNDES. A ideia era vender o nome do Estádio “naming rights” por volta de R$ 400 milhões de reais e esse dinheiro fosse suficiente para custear a obra. Mas não se trata de uma negociação fácil, portanto, o Diamond Mall pode ser usado pelo menos por garantia até que o “naming rights” seja vendido. Segundo informações, um dos motivos da diretoria não ter anunciado oficialmente o estádio é justamente a não venda do nome ainda. Lançar já com o nome valoriza a empresa que for comprar o nome, já que a chance do estádio ganhar um apelido durante a construção poderia desvalorizar o “naming rights”. Um exemplo é o apelido “Itaquerão” que o Corinthians combate por conta da venda do nome. Então aproveito para deixar um recado: PENSE NO GALO, NÃO INVENTE APELIDO PARA NOSSO ESTÁDIO. Lembre-se sempre que quem vai viabilizar esse sonho é a empresa que adquirir o nome.

Atendido os 3 alicerces, vamos as vantagens de ter o estádio próprio:

01 – Naming Rights: do estádio como já dito poderá bancar toda ou grande parte da obra, mas podemos ter naming rights de setor. Setor Brahma, Setor Pepsi, Setor BMG, Setor MRV. Ao invés de colocar Setor Laranja, Setor Amarelo, Setor Vermelho, você capitaliza os setores.

02 – Camarotes: Com o estádio sendo seu, você pode fazer o que quiser com os camarotes. Desde eventos Hospitality como a FIFA faz na Copa, como vender para empresas.

03 – Bares e Restaurantes: O ideal é alugar espaços, possibilitaria um atendimento melhor ao público e diferenciação nos lanches. Tendência de aumento de consumo. Assim você teria um valor de
aluguel considerável para o clube. (Caso haja liberação de bebida, é provável que o torcedor gaste mais com cerveja que com ingresso, valorizaria muito o aluguel)

04 – Lojas do Clube: Bem trabalhada no estádio, uma loja em cada setor ou uma loja na esplanada venderia muitos produtos do time. A Loja do Galo itinerante tinha boas vendas quando ia ao Mineirão.

05 – Museu e outras atrações para os dias sem jogos: para visitar um estádio na Europa em dias que não tem jogos é quase o valor do ingresso de dia de jogo, cerca de 20 euros. É uma arrecadação extra e atrai público para a Loja também, além dos restaurantes.

06 – Estacionamento: o projeto possui um prédio estacionamento para 4500 veículos. Em dias sem jogos esse prédio pode ser usado para feiras e outros eventos.

07 – Sócio Torcedor mais forte: quando o estádio é seu, você tem um leque de opções muito maior para as categorias de sócio torcedor. Você pode fazer um GNV para cada setor com direito a ingresso com preços diferenciados e mais acessíveis. Você pode deixar alguns setores para os GNVs Pratas. Monta de acordo com a necessidade e demanda. Se a média de público estiver baixa, você prioriza categorias como a do GNV Preto. Se a média de público for alta, você prioriza o GNV Prata. O GNV Preto é o setor cheio sempre, mesmo que os GNVs Pretos não forem aos jogos, eles já adquiriram os ingressos e você já lucrou. Já o GNV Prata paga uma mensalidade e compra o ingresso, então se a média de público for alta, o ideal é vender ingressos, já que na soma do mês pode render até mais do que a mensalidade do GNV Preto.

08 – Uso da Esplanada todos os dias: com a Esplanada é possível realizar shows e eventos em dias sem jogos gerando mais receita. Com o estacionamento no local fará dos eventos lá muito seguros.

09 – Customização do Estádio: O projeto do Galo é um estádio listrado alvinegro, mas no estádio próprio você pode fazer o que quiser nele, inclusive vender para o patrocinador a customização.
Se a Brahma quiser as cadeiras vermelhas no setor dela, colocamos cadeiras vermelhas.

Então vamos voltar a falar do Estádio do Galo. A empresa contratada para fazer o projeto é a Farkasvölgyi Arquitetura, uma das referências em arquitetura em Minas Gerais. Projetou o Hotel Holiday In da Savassi, Espaço Buritis e o Tulipa na Contorno que não está pronto ainda. Inclusive mandei uma mensagem para a empresa no Facebook pedindo detalhes do estádio, quem sabe eles falam alguma coisa? (sonha rs) O site da empresa é o http://www.fkvg.com.br/

Só o projeto arquitetônico foi cerca de meio milhão de reais. Para quem acha que o negócio é brincadeira ou balaio de ensaio eleitoral, vai vendo.
Segundo informações de algumas fontes diferentes, vale lembrar que o Igor da 98fm foi um dos primeiros a falar do estádio, em seguida o Hoje em Dia e o Tempo fizeram matéria a respeito.

Apareceu mais algumas pessoas que falaram outros detalhes, algumas pessoas com contato com a diretoria do Galo. Então resolvi juntar as informações e chegar o mais próximo possível do que será o estádio do GALO.

A primeira informação que tive é que era parecido com a Arena de Dunas, tanto que falei no Twitter disso. Mas uma pessoa que viu o projeto me disse que não era redonda e não era vazado os gomos. Então fui passando essas informações para o grande designer, José Augusto. O José Augusto hoje é uma das referências em designer gráfico na torcida do GALO, quando pedi para ele fazer o estádio em cima das informações que tivemos, eu esperava uma coisa boa, mas não achei que fosse emocionar. Tá correndo sério risco dele tomar o emprego do pessoal da Farkasvölgyi Arquitetura. (Brincando) Mas ficou SENSACIONAL. O estádio terá capacidade para 50 mil pessoas e fica no Bairro Califórnia. Veja abaixo o que será o estádio do GALO ou bem próximo disso:

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Palmas para o José Augusto. Segue ele no Twitter: @jose4ugusto (inclusive uma pessoa que viu o projeto falou que ficou bem parecido)

Pedi para que ele fizesse outra montagem, agora colocasse o estádio no Google Maps segundo as informações também:

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É isso então, vamos aguardar e torcer! Saudações Atleticanas!!

Zeca – twitter @zeca1908