Quem tiver ouvidos que ouça tal recado

Preciso tomar fôlego para escrever o que pretendo. Se eu fosse, sabidamente, assumidamente, o dono da verdade, ficava fácil, estava irrefutável, era evidente o que viria de mim… Mas eu não sou, estou longe de pretender ser o que nenhum de nós é… Nenhum de nós é dono da verdade, mas cada um tem a sua. Se cada um tem a sua, o desfile de opiniões seria num certo ponto exposição enfadonha e desnecessária, especialmente num momento destes. Mas eu vou pedir licença aos correligionários para expor a minha, que é em defesa incondicional do treinador, sustentando-a em fatos.

Que fatos são estes?… Erros individuais de jogadores, mas não somente dos atuais, nos últimos jogos. No Atlético a coisa está ficando (se é que já não ficou) crônica. Pra gente não retroceder tanto vamos nos situar no péssimo (minha opinião) Paulo Autuori. Eliminado da Libertas 14 por um erro de São Vitor, erro de São Vítor que acabou nos custando um engodo chamado Cardenas com consequências desastrosas extra campo. Entra Levir e de início ele detecta “nariz empinado” e sustenta uma queda de braço. Depois disso, dois títulos. Eliminação na Libertas 15 por erros de LS, MR, e Dátolo… Quando ele saiu (eu pessoalmente concordei. E você?), nós tínhamos perdido o Brasileiro por falhas individuais grosseiras, nossa defesa tomando 980 gols. Entra Aguirre. Antipático para a maioria de nós (eu me incluo), mas moderno (à distância no tempo fica mais fácil), o rodízio é uma tradução literal mais ou menos assim: “Temos x jogadores todos são importantes, todos fazem um time, etc”… Perdemos um Mineiro para um time de segunda divisão matematicamente porque Robinho perdeu um penalty e a defesa foi engambelada por um ex jogador em atividade chamado Borges. Na quarta seguinte, jogo avassalador contra o SP, que já tinha ganho da gente por erro crasso de jogadores, de repente São Vítor, erra de novo, bisonhamente. Erro do treinador. Tudo isto erro do treinador. Entra Marcelo Oliveira, o nosso Marcelo, de comprovada competência. Um fiasco. Defesa vazada, um caos. Demite-se o treinador. A Diretoria, que eu cá não tenho medo de questionar, agiu muito bem, proativamente, no meu modo de ver. Um treinador top, jovem mas top, cujo time, que não ganhou nada, jogava o futebol mais bonito do Brasil. E isto não era eu quem falava, que eu não sou ninguém e nem gostar de futebol eu gosto. Chegou, viu, perdeu. Não presta. Precisa dizer ao que veio…

Quem precisa, meus amigos dizer o que pretendem neste mundo chamado Atlético, são os jogadores. O Clube demite o Roger amanhã. A imprensa vai ser a primeira a concordar: o plantel do Galo é um dos três melhores do Brasil. Material humano ele tinha. Não deu liga. Vida que segue… Vida que segue a deles.

Vou sugerir uma coisa aqui que vai soar absurda, mas antes de sugerir vou responder a uma suposta pergunta de AmiGalos: “Você está querendo morrer abraçado com o Roger? Morra então você!”… Não. Não estou querendo morrer abraçado com o Roger. Estou querendo me desvencilhar dos jogadores. Estou farto do espírito que se instalou no Atlético. Todos podem errar à vontade. Afinal estamos vivendo a melhor fase dos últimos 60 anos no Atlético. Quem ousa criticar os jogadores atuais é convidado a se lembrar de Mixirica e outros nomes…

Vou sugerir o seguinte e terminar meu texto: que tal a gente fazer uma inovação no domingo, minha gente, nós que somos e nos reconhecemos como uma torcida especial? Heim? Qual é a inovação? Que tal no Indepa na segunda partida da semi, todos, todos, todos, cantarem onze, doze vezes o nome do Roger (isto mesmo) ao invés de o nome de cada jogador? O nome do Roger numa tonalidade uniforme ou cada vez mais alta? O Brasil todo vai comentar: O Time não está jogando nada. A Torcida comprou o técnico. Assumiu o técnico. Que recado!!!!!!!!!!!!!!!!!
Quem tiver ouvidos que ouça tal recado.

E pelo que eu sei, cada jogador do Galo tem dois. Tenho a impressão que a URT não vai aguentar.

Saudações Atleticanas

Autor: Rubens Bispo